

(Uma breve reflexão sobre Lc.5:33-39)
Essa é a expressão usada por aquele a quem Deus resolveu não iluminar (ou até que isso ocorra), pois não tem “paladar” suficiente para, ao experimentar o vinho novo, desejá-lo mais do que ao antigo.
O vinho novo representa a nova aliança, a doutrina de Cisto que não é nova, apenas mais clara e elucidada, pois Cristo é o único que revela Deus sem as imperfeições e limitações da antiga aliança (o vinho velho). Por essa razão, se torna impossível colocar vinho novo em odres velho por ele não ser capaz de suportar, e representa o homem sem a iluminação necessária para receber o Evangelho, por estar enganado com o seu próprio conceito de vida com Deus a ponto de se apegar à Lei (que é boa e tem o seu propósito na revelação, mas não revela nada de boas novas), ou a qualquer outro caminho que prometa comunhão com Deus sem Cristo. O problema do homem é seu estado de desligamento da comunhão com seu Criador, e é solucionado com o Evangelho aos que de antemão foram eleitos para esse fim, mas por outro lado, é agravado com as promessas da antiga aliança, pois somente humilham o homem com o fim de torná-lo para Cristo como o cumpridor da antiga aliança e merecedor da salvação imputada aos eleitos. Sendo assim o resultado é um rombo maior do que o que já estava, quando o homem não compreende e quer remendar-se com suas vestes velhas ou até mesmo com remendos de vestes novas. Em Cristo somos nova criatura, nova veste (sem a necessidade de remendos), e odres novo, pronto e perfeitamente adequado para receber o vinho novo.
Os discípulos de Jesus não jejuavam porque não precisavam obedecer a nenhum preceito para ter comunhão com Deus e também não tinham motivo para tristeza ou luto, pois ali estava, diante deles, Cristo (o noivo), o próprio Deus encarnado, o maior motivo da alegria.
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