domingo, 6 de junho de 2010

A Doutrina da Conversão



• Porque é necessário se converter?

R: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” ( Jo 3:3)


1- Definição: É uma operação divina e monergística na qual o pecador toma consciência do seu estado e volta-se para Deus em arrependimento e fé.


O lugar do arrependimento e da fé na conversão:


2- Arrependimento: É sempre um fator retrospectivo no qual o pecador se defronta com seu caminhar contrário a Deus e com a loucura e a obscuridade da sua mente antes da intervenção miraculosa do Espírito.

“Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça.E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte.” (Rm 6:20-21)

É um ato interno que não deve ser confundido com a conseqüente mudança que ele provoca (Confissão de pecado e reparação dos males causados).

2.1 - Arrependimento e seus elementos:


A) Elemento intelectual: Mudança de conceito e um reconhecimento de pecado (sentir-se merecedor do inferno), que envolve culpa pessoal, contaminação e desamparo.

“Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm.3:29)


B) Emocional: Mudança no sentimento que se manifesta em tristeza por ter pecado contra um Deus Santo.

“Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares” (Sl 51:2-4).


C) Volitivo: Mudança de propósito, abandono interior de pecado e disposição para busca de perdão e santificação. (Bartimeu, o cego de Jericó Mc 10:47-52)

3 - Fé: É sempre um fator prospectivo no qual o pecador reconhecendo a grandiosa e eficaz obra de Cristo em sua vida, (diante da sua total incapacidade de se achegar a Deus), se apropria das promessas quanto a herança em Cristo com gratidão e amor.

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.” (Jo 6:47).

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. (Hb 11:1)

Os reformadores demonstraram que a fé que traz a salvação e a confiança na promessa de Deus em Cristo de salvar pecadores.
Somos tornados justo pelo sacrifício perfeito de Cristo, pois somente ele e perfeitamente justo. A justiça de Cristo e imputada a nos pela fé.



“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vos; é dom de Deus” (Ef 2.8).


3.1 - Há duas espécies de fé verdadeira, cada qual tendo um objeto diferente, a saber:

A) um reconhecimento da veracidade da revelação divina da redenção, não meramente num sentido isolado e histórico, mas de modo tal que é vista como uma realidade que não pode ser ignorada com impunidade, porque afeta a vida de maneira única;

B) um reconhecimento e aceitação da salvação oferecida em Jesus Cristo, que é a fé salvadora no sentido próprio da expressão.

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” ( Jo 5:39)


4 - Tipos de conversão:



4.1- Nacional: Consiste simplesmente na reforma da conduta moral diante de Deus, de uma forma superficial, sem necessariamente ter uma implicação soterilógica.

Ex: O povo nos dias de Moisés / Jonas e os ninivitas.


4.2- Temporária: Com significação passageira e dentro de um propósito pré definido por Deus, sem efetuar nenhuma mudança no coração do indivíduo.

Ex: Judas / parábola do semeador (Mt 13:19-22) / (Hb: 6:4-6,9).


4.3- Verdadeira: Nasce da tristeza segundo Deus desembocando em uma vida de devoção a Ele. Tem suas raízes na regeneração sendo aplicada na vida consciente do pecador pelo Espírito Santo, implicando em mudança de pensamentos, opiniões, desejos, vontades e convicções, alterando todo o curso da vida.

Ex: Zaqueu (Lc 19:8-9) / Paulo (At 9).


4.4- Repetida: Acontece em uma pessoa convertida após a queda nos caminhos do pecado, com a seu inevitável retorno a Deus.
Obs.: Deve-se entender que a conversão para salvação não se repete, e que estamos falando então de uma pessoa já regenerada, que ao se enveredar por caminhos estranhos a sua nova natureza, por Deus, repentinamente atina do seu mau caminho e corre novamente para os braços do Pai.

Ex: Pedro após ter negado a Jesus / (Lc 22:32) / Filho Pródigo (Lc 15:21)

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