sábado, 24 de abril de 2010

A divina vocação ao ministério sagrado


A divina vocação ao ministério sagrado





“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.”

(Efésios 4:11-14)





Esse texto nos dá não somente o entendimento de ser o Pai através do Filho, o responsável pela vocação dos ministros, mas, também nos fala do sublime propósito dessa vocação que é o governo da Igreja de Cristo.
O Reino de Deus é organizado e administrado de acordo com os interesses Dele próprio (Deus Pai) e, sendo assim, encontramos claramente nas Escrituras Sagradas as regras estabelecidas para esse fim, que não só podem como devem nos servir de parâmetro e guia para entendermos o que é a igreja e como ela é conduzida por Deus aqui na terra, tendo em vista o fato dela existir, visivelmente entre nós até o dia de hoje, mostrando que Deus não “muda de método” por ser perfeito assim como tudo que planeja e executa.
No tocante as três marcas de uma igreja verdadeira (a saber, segundo Calvino: fiel exposição da Palavra de Deus, correta administração dos sacramentos, e zeloso exercício da disciplina), nunca poderemos subtrair ou desassociar desse contexto a vocação ordinária para o ministério sagrado, decretada por Deus na eternidade.
Na Bíblia percebemos que o vocacionado deve possuir entre outras coisas: testemunho, capacidade para compreender e expor as Escrituras, temor à Deus, amor a Cristo e ao Seu rebanho, e a íntima percepção de que está sendo constrangido e conduzido por Deus ao sagrado ministério, ainda que isso nunca estivera em seus planos em nenhum momento de sua vida.
O chamado que Deus faz a um homem, também deve ser entendido através de dois tipos de evidência: A evidência interna que engloba as convicções que o Espírito faz brotar no ser do vocacionado, lhe dando o devido esclarecimento da profundidade das coisas concernentes ao ministério sagrado, trazendo a ele segurança e confiança de que Aquele que o chamou é fiel para mantê-lo no caminho do exercício do seu ministério, com a devida eficácia até o final; E a evidência externa que é a manifestação da parte dos irmãos em Cristo, ratificando e reconhecendo ser aquele homem de fato chamado por Deus para o sagrado ministério.
No atual contexto de tribulação e turbulência em que nos encontramos, onde há escassez de entendimento de fé, de igreja, e de Deus, torna-se gritante a necessidade de revermos nossos conceitos e nos voltarmos definitivamente para as instruções que a Bíblia nos dá, a fim de não nos enganarmos, num mundo onde claramente vemos entre outras coisas, muitos pastores, mas poucos verdadeiramente vocacionados por Deus para o exercício sagrado ofício.

2 comentários:

  1. E Mais, isso esta longe Da realidade Graças a Deus que temos mentes reformadas para nos expor a s doutrina otimo texo. sola gratia

    junior

    ResponderExcluir
  2. Spurgeon, um dos maiores pregadores e pastores Batista, se referindo a obra do ministério disse:
    “Ora, nem todos de uma igreja podem superintender ou governar; alguns têm que ser dirigidos ou governados. E cremos que o Espírito Santo designa na igreja de Deus alguns para agirem como superintendentes, e outros para se submeterem á vigilância de outros, para o seu próprio bem. Nem todos são chamados para trabalhar na palavra e na doutrina, ou para serem presbíteros, ou para exercerem o cargo de bispo. Tampouco devem todos aspirar a essas obras, uma vez que em parte nenhuma os dons necessários são prometidos a todos. Mas aqueles que como o apostolo (Paulo), crêem que receberam “este ministério” [II Co 4:1], devem dedicar-se a essa importantes ocupações. “
    Um abraço a todos, Cyrleno.

    ResponderExcluir